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terça-feira, 25 de outubro de 2011

BACTÉRIAS, SERÁ QUE TEM MUITAS EM NOSSO CORPO?

Recebemos a visita da professora Eliana do EJA de nossa escola.
Ela nos deu uma brilhante aula sobre a importância da higiene bucal e das mãos sob o aspecto microbiológico.

Utilizou como materiais:
Ágar extrato de banana (ABA): foi preparado com 1 banana amassada misturada a 400 mL de água. A mistura foi filtrada em gaze e recebeu 1 colher de sobremesa de ágar. O líquido resultante foi aquecido em microondas por 5 minutos para a dissolução do ágar e logo após envasado em potes de vidro (40mL) para posteriormente serem esterilizados em panela de pressão por 15 minutos. Após o resfriamento, os vidros foram colocados em posição inclinada para a solidificação do ágar e após esse processo, foram lacrados com plástico filme ao redor da tampa e acondicionados em geladeira.
Ágar extrato de carne (ACA): foi preparado com 500gr de carne magra cozida (patinho) em água por 30 minutos. A carne foi separada e o líquido resultante foi filtrado em gaze, completado com água até o volume de 600mL e recebeu 2 colheres de sobremesa de ágar. Os procedimentos seguintes foram semelhantes aos descritos acima, no preparo do ágar banana.
Cotonetes e soro fisiológico para coleta de material e semeadura nos potes com ágar.
Sabonete líquido para as mãos.
Material para higienização bucal: escova de dente, pasta de dente e líquido anti-séptico bucal.
Caneta retroprojetor



E teve como objetivos:
1) Demonstrar a possibilidade de observação de microrganismos sem o auxílio do microscópio, através de técnicas microbiológicas (semeadura em ágar).
2) Compreender o processo de reprodução assexuada de microrganismos (divisão binária) e através dessa reprodução, a formação e observação de colônias.
3) Comprovar a importância dos hábitos de higiene (lavagem das mãos e escovação dos dentes) para a redução da carga microbiana e consequentemente, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida.

Ela utilizou potes de vidro separados da seguinte maneira:
Os potes de vidro com ágar foram retirados da geladeira horas antes do procedimento e após secagem externa, foram foi marcados com uma linha divisória ao meio para receber em cada metade do ágar, uma das amostras. A seguir, foram identificados de acordo com o material a ser semeado: boca suja x limpa e mão suja x mão limpa.
Para coleta de material das mãos, um cotonete umedecido com soro fisiológico foi esfregado na superfície da mão de um dos alunos (palma das mãos, entre os dedos e unhas) e a seguir foi semeado na metade do ágar ABA e ACA.

O mesmo procedimento foi repetido novamente, mas com material coletado de mãos higienizadas com sabonete, conforme orientação.

Para a coleta do material bucal, um cotonete seco foi esfregado à superfície da boca de um dos alunos (entre dentes e gengiva e à língua). O material colhido foi semeado em uma das metades do ágar ABA e ACA.


O mesmo procedimento foi repetido novamente, mas com material coletado de boca higienizada após escovação dos dentes, da língua e uso do anti-séptico bucal conforme orientações da embalagem.

Assim, cada pote com ágar recebeu duas amostras: uma “suja” e uma “limpa” para que se pudesse estabelecer a comparação. Os potes foram acondicionados em local sob temperatura ambiente e após 3 dias foram verificados os resultados.

RESULTADOS:
Após 3 dias, observou-se que houve crescimento de colônias de bactérias e fungos em ambos meios de cultivo, mas com melhores resultados no ACA. Pode-se assim, comprovar a possibilidade de observação de microrganismos sem uso de microscopia através da técnica de semeadura em ágar.
    Foi evidenciado nas amostras que a higienização provocou a redução da carga microbiana (fotos), sendo demonstrado portanto, a importância da lavagem habitual das mãos e da higienização bucal. Em uma das amostras, o crescimento do lado “sujo” pareceu com uma tapete, enquanto o crescimento no lado “limpo”, houve formação de colônias. Isso evidencia que a quantidade de microrganismos no lado sujo era maior, não havendo condições de formação de colônia isoladas como no lado limpo.
    O ABA foi mais propício ao crescimento de colônias de fungos (bolores e leveduras) e ACA ao crescimento bacteriano.

OBSERVAÇÕES:
Como a técnica não foi desenvolvida num meio livre de contaminação ambiente e com alguns materiais não esterilizados (cotonete e soro fisiológico) acredita-se que parte dos resultados possa ser atribuído à contaminação ambiental, o que não invalida os resultados de acordo com os objetivos propostos para o experimento.

Obrigada professora Eliana!

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